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Sepulturas estão abertas e caixões quebrados. Local virou rota de fuga de criminosos

BAIXADA - As sepulturas, covas abertas, caixões quebrados, ossos expostos, muros pichados e um imenso matagal. Do lado de fora, capelas com infiltrações e sem ar condicionado.Esse é o cenário de abandono encontrado pelos frequentadores e donos de jazigos no Cemitério Municipal de Nilópolis, em Olinda. O promotor de vendas Jonatas Gonçalves de Lima, 23 anos, por exemplo, visitou o túmulo da avó Maria Eusébio de Lima e demorou quase uma hora para encontrar o local por conta do matagal. 

“Não respeitam nem os mortos. Todo mês alguém da família tem que vir aqui para mandar limpar. Fica cheio de mato e não dá nem para identificar onde o corpo foi enterrado”, afirmou Jonatas. 

Jonatas demorou para achar o túmulo da avó por conta do matagal.
Foto:  Alexandre Vieira / Agência O Dia

Funcionários denunciam não ter uniforme e nem instrumentos para trabalhar, conforme relatou um coveiro concursado, que preferiu não se identificar. "Não temos nem luvas para o contato com restos mortais. Temos apenas duas enxadas para seis coveiros”, disse. 

Outro coveiro, que também não se identificou, afirmou que além das precárias condições de trabalho, a prefeitura também não está cumprindo com os direitos trabalhistas. “A hora extra que era para ser de 100%, só pagam a metade. A insalubridade que era para ser 40%, eles só pagam 20%. Ainda bem que vira e mexe aparece uma limpeza extra, que permite a gente faturarar uma graninha a mais". 

Já um funcionário da administração, que também não se identificou, afirmou que o problema da falta de manutenção é antigo, mas que piorou nos últimos anos. “As famílias não fazem a manutenção. Tem sepultura com 15 anos que ninguém vem visitar. Sem a ordem da família, não podemos fazer manutenção, porque é considerado crime de violação de sepultura”, afirmou. 

De acordo com a Prefeitura de Nilópolis, “o cemitério é localizado numa área com forte domínio do tráfico de drogas e virou uma rota de fuga de criminosos, que depredam o patrimônio. O apoio da Polícia Militar foi solicitado para reforçar a segurança na localidade. 

Ainda segundo a prefeitura "desde o início da gestão, cerca de 300 covas foram fechadas e todo o muro reconstruído, que ganhará até o próximo mês arames farpados. A prefeitura também informou que as capelas serão reformadas e climatizadas. 

A prefeitura afirmou que paga os funcionários dentro do que determina a lei. Sobre a falta de equipamentos, disse que vai verificar a denúncia e informou ainda que realiza a limpeza e varrição todos os dias e a capina, uma vez por mês.

Sem Capela em Jaceruba

Em Nova Iguaçu, a capela do Cemitério de Jaceruba desmoronou no início deste ano. Os velórios acontecem nas dependências de igrejas. Além da capela, o local também não tem sala de administração e nem muros.

“Está um pouco abandonado. Não tem portão, as paredes estão caindo e tem muito mato”, disse a pedagoga Priscila Macedo, de 33 anos, que mora no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio, mas visita pelo menos duas vezes por ano as sepulturas onde o pai e o tio dela foram enterrados.

A funerária São Salvador, responsável pela administração do cemitério, negou que a capela tenha desmoronado. Segundo a empresa, ela foi demolida devido a má conservação e uma nova será construída, assim como a sede administrativa, mas não soube precisar a data.

Via: O DIA

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