» » » » » Artistas de Nilópolis e Nova Iguaçu expõem em mostra sobre os 450 anos do Rio

O ator Augusto Vargas faz performance com obra de Raimundo Rodriguez no Museu de Arte do Rio 
na exposição Rio Setecentista Foto: Divulgação

NILÓPOLIS / NOVA IGUAÇU - “A história da Baixada está ligada à história do Rio de Janeiro”, sentencia o artista plástico Raimundo Rodriguez. Através de sua obra “O cavalo de São Jorge”, o morador de Nova Iguaçu, um dos expoentes das artes plásticas na cidade, transporta a riqueza artística e religiosa da sua região para a exposição “Rio Setecentista’’, em cartaz no Museu de Arte do Rio (MAR).

A mostra exibe um panorama das mudanças no século 18, quando o Rio virou a capital do vice-reinado. Com curadoria de Myrian Andrade Ribeiro de Oliveira, Margareth da Silva Pereira e Paulo Herkenfoff, a exposição faz parte da comemoração dos 450 anos da cidade.

— O foco é setecentista (anos 1700), então o fato de o cavalo estar ali como uma obra moderna quebra a rotina. É uma licença poética — explica Rodriguez.

O cavalo foi criado para a peça “Salve São Jorge, intrépido santo do povo”, encenada em Nova Iguaçu, em 2009. Feita com papel e metal, a escultura foi projetada para o ator Augusto Vargas, que atuou na época e reencenou na estreia da mostra.

— É uma grande marionete. Tem como controlar a cabeça e as pernas. O público se sentiu como no filme “Uma noite no museu” — diz Augusto, natural de Nilópolis.
O ator Augusto Vargas com Raimundo Rodriguez em frente à obra
O ator Augusto Vargas com Raimundo Rodriguez em frente à obra Foto: Divulgação
Na performance, ele disse que os dragões eram “os males do público”.

— Como o MAR é um dos museus mais importantes do Rio, vai descaracterizando esse estigma de que não tem uma produção artística de qualidade na Baixada. Deu para a gente um palco. O nosso trabalho vai ser visto pelo mundo — avalia o autor.

Raimundo, que já trabalhou para a minissérie “A pedra do reino” e a novela “Meu pedacinho de chão”, explica que a sua cidade é a inspiração para sua arte.

— Em Nova Iguaçu temos gente do Brasil e do mundo. Essa mistura que vem do Brasil Colônia e a riqueza cultural e a simplicidade da Baixada me inspiram. Temos problemas que nos tornam criativos, pois a Baixada é complexa. Precisamos matar dragões todo santo dia, então eu uso o meu trabalho para mostrar essa luta — filosofa Raimundo.

Via: Extra

About Baixada na Rede

Hi there! I am Hung Duy and I am a true enthusiast in the areas of SEO and web design. In my personal life I spend time on photography, mountain climbing, snorkeling and dirt bike riding.
«
Next
Postagem mais recente
»
Previous
Postagem mais antiga

Nenhum comentário:

Leave a Reply

ATENÇÃO: Este comentário será moderado, lembre-se que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do Baixada Na Rede. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser excluídos em 3 dias pelos nossos moderadores.